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Afinal, a fotografia é arte ou não?

Existe uma discussão, até mesmo acirrada, em curso nos fóruns de fotografia espalhados pela imensa teia da internet. A pergunta é bem  simples; A fotografia é arte ou não? As repostas são imensas e complexas. Mas, a mais correta é ainda a mais simples; é obvio que é Arte!

Fim de tarde Ouro Preto - Ailton Fernandes

Fim de tarde Ouro Preto – Ailton Fernandes

No entanto só é Arte quando a foto atinge um padrão que a desvincula da simples imagem, e a transporta para o imaginário criativo e onírico do fotógrafo, e também do espectador. Ou seja; não há duvida nenhuma que a fotografia é sempre um reflexo do olhar do fotógrafo. Aquilo que vemos numa foto é o olhar e a mente do observador e não o objecto da nossa contemplação.

Podemos assim especular: – Será que uma mente esteticamente “desarrumada” e pouco perspicaz poderá produzir fotos de qualidade? Provavelmente não, embora pontualmente possa acertar numa ou noutra composição. Convêm aceitarmos o facto de que toda a observação da “realidade” é pura ficção, sendo praticamente impossível ao ser humano sobreviver mentalmente são ao facto de estar imerso num estado prolongado de “realidade”, tendo por isso que recorrer ao sonho, principalmente quando está acordado.

Quando no meio de um turbilhão de imagens possíveis o fotógrafo opta por uma, ele está usando o seu olhar e a informação que tem no seu cérebro para expressar a sua criatividade. Se por acaso esse olhar está educado e a informação bem atualizada, o resultado pode ser uma excelente fotografia. Se o olhar está “perdido” e a informação não é muita, provavelmente só por sorte é que o “boneco” sai bem.

Final de tarde - Ouro Preto/MG - Ailton Fernandes

Final de tarde – Ouro Preto/MG – Ailton Fernandes

Assim sendo, o que podemos fazer para nos tornarmos num fotógrafo pelo menos razoável? A resposta é simples e razoavelmente Fácil, apenas apreendendo a pensar fotograficamente. Ou seja, criar um “programa” ou uma “pasta” no cérebro onde arquivamos tudo o que diz respeito á arte fotográfica.

Mas, o que é “tudo”? Tudo é “tudo”, desde conceitos estéticos e técnicos, a fotos, filmes ou partes de filmes que nos impressionaram, descrições de livros que incendiaram a nossa imaginação, ou simplesmente imagens que nos ficaram gravadas no subconsciente por uma ou outra razão. Podemos argumentar; mas isso é o que o cérebro já faz atualmente. Pois é, mas como não está catalogado, sempre que precisamos dessa informação “ele” demora eternidades a fornece-la ou não a fornece de todo.

Como podemos encontrar algo no arquivo da nossa memória se não sabemos onde o arquivamos? Com esta simples analogia com o moderno computador, podemos aprender a manusear o nosso “programa” de fotografia e a recorrer a ele sempre que precisamos. Por exemplo; passamos por algo ou alguém que poderia dar uma ótima foto mas não temos câmera, não faz mal, “fotografamos” da mesma forma, porém “mentalmente” apenas sem a câmera e guardamos a imagem que mais tarde podemos utilizar numa situação semelhante.

Já falei antes nesta situação de fotografar sem câmera e parece-me um bom exercício para educar o olhar. Outro exercício é fotografar o mesmo objeto ou cena em várias fases do dia, com diferentes tipos de luz, ou mesmo em várias fases do ano. Fotografar o impensável e pensar sempre em enriquecer o “programa” fotográfico.

Resumindo e concluindo, para fazer Fotografia como Arte é preciso pensar fotograficamente, ou seja; conceitos estéticos mais conceitos técnicos mais informação, de preferência muita e variada. E isso é suficiente? Provavelmente não. Sempre se dá um jeito de ter algum talento, mas se não o fizermos e esperarmos pelo fator sorte, então é que nunca chegaremos lá.

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