Dicas

A importância da temperatura de cor na fotografia

A importância da temperatura de cor na fotografia

Sabemos que fotografia é, em síntese, luz e sombra. A intesidade que cada um exerce sobre os elementos a serem fotografados é, em sua maioria, escolha do fotógrafo. Como uma narrativa, com estrutura, contexto e mensagem a ser transmitida.

A fotografia nasceu em preto e branco, no início do século 19, e mesmo com o surgimento dos filmes coloridos, na década de 60, muito se falou do fim da fotografia PB, mas isso não aconteceu, nem tampouco se perdeu com a fotografia digital. Em 1990, surgiu a fotografia digital, e a manipulação das cores e elementos nas fotos ficou muito mais interessante de fazer. Temperatura, saturação, brilho. Inúmeras maneiras de transformar o que foi fotografado em algo que imaginamos para a cena.

Mas você já parou para pensar que a cor exerce influência no significado da composição e que ela pode mudar o sentimento de uma cena que foi fotografada?

As cores possuem uma forte influência sobre as emoções humanas e são responsáveis por estimular nossos sentimentos. O cérebro assimila primeira a cor antes de identificar a forma do objeto.

Os estudos de psicologia das cores dizem que é de suma importância entender como as pessoas reagem às impressões cromáticas, principalmente para quem atua na área visual, para tentar controlar o fenômeno ao nosso favor e abrir o leque de possibilidades comunicativas. Para nós fotografos, eu diria que podemos não somente transmitir uma mensagem através das cores, mas criar uma identidade visual de nosso trabalho através da manipulação delas.

Mesmo considerando que as cores podem ter diferentes significados em diferentes culturas do nosso planeta, há algumas convenções no campo da psicologia acerca do perfil emocional de cada cor. Os comunicadores das áreas de publicidade e propaganda utilizam desses significados para contrução de marca, produção de comerciais, embalagens de produtos, por exemplo.
Para entender a harmonia das cores, temos a “Roda das Cores”, que divide elas em Cores frias e cores quentes e nos mostra que certas combinações de cores podem ser muito agráveis de se ver devido a harmonia delas na Roda das Cores. Essa harmonia ou relação de cor, consiste em duas ou mais cores com relações fixas nessa roda.
As cores quentes, para a psicologia, por exemplo, podem trasmitir energia, aconchego, entusiasmo, alegria. As cores frias, podem sugerir sensações de calma, melanolia, confiança ou transparência.

Dentre várias denominações, podemos dividir as cores em:

Cores Primárias: Vermelho, amarelo e azul.

Cores Secundárias: Laranja, verde e roxo.

Cores Complementares: São cores opostas na roda das cores, se misturadas se neutralizam e se colocadas uma ao lado da outra se realçam. Uma delas é escolhida como predominante.

Cores Análogas: Combinação de cores vizinhas na roda das cores, normalmente, uma predomina.

Cores Triádicas: De forte contraste visual, é muito popular e considerado como o melhor dos esquemas. Elas estão igualmente espaçadas na roda das cores, cerca de 120 graus uma da outra.

Além disso, as cores tem três propriedades: Tom, matiz ou tonalidade: Nos permite classificar e distinguir uma cor da outra, é o nome a que nos referimos cada uma delas, a cor em si própria.

Valor, brilho ou luminosidade: Se referem a claridade de uma cor. Em síntese, quanto de preto ou branco ela possui. É o que dá a sensação de espaço, volume e contorno aos objetos, por exemplo.

Saturação ou intensidade: Se refere à pureza da cor. Quanto mais saturada é a cor de um objeto mais ele transmite a sensação de atividade, movimento, segundo a psicologia.

Um elemento muito importante das propriedade da cor é o contraste. Na teoria cromática ele é uma relação entre as cores que define e quantifica a diferença entre elas. Pela manipulação do contraste, a mensagem pode se tornar mais sensível, mais dramática, mais intensa ou mais tranquila.

Mas como utilizar tudo isso na fotografia?

Nós registramos o sentimento, o amor, em sua maioria, o momento feliz de alguém. E como meio de comunicação a fotografia trasmite uma mensagem e é composta por uma narrativa.

Nós trabalhamos na composição, no enquadramento, no contexto da cena fotografada e quando pronta, um ponto trabalhado de maneira impensada na temperatura de cor, por exemplo, pode mudar completamente o sentido da mensagem, pode agregar ou inverter o conceito passado.

Note essas duas composições com temperatura de cor diferentes. Qual o sentimento que ela provoca? Qual o sentimento que você fotógrafo gostaria de passar aos seus clientes?

É a mesma composição, capturada de forma neutra e trabalhada com diferentes temperaturas de cor. No entanto, uma parece mais fria e sobria, outra está mais aconhegante e quente.

E o Preto e Branco?

A fotografia nasceu em preto e branco e ainda hoje se utiliza dessa característica na fotografia digital. A fotografia PB é composta de tons monocromáticos, do que podemos chamar de ausênsia de cor. Assim como os registros coloridos, ela transmite uma mensagem, possui uma narrativa e pode ser tão dramática ou suave quanto as cores. As propriedades da cor podem ser aplicadas para gerar diferentes significados na mesma cena. Veja os exemplos, a primeira imagem com contraste suave e muito brilho, a segunda com forte contraste e pouco brilho. Provocam sentimentos diferentes sobre a mesma história.

As cores que você usa demonstram sua identidade visual: Elas dizem quem você é e identificam o seu trabalho em meio a tantos outros. Utilizar a cor como mais um elemento a ser trabalhado na composição do registro fotógrafico é tão importante quanto verificar se o ambiente tem a luz que você precisa para tal registro.  Saber trabalhar com os contrastes de cores complementares ou análogas. Brincar com a temperatura da cor modificando todo o contexto da cena fotografada. Tudo é possível e podemos transformar sentimentos e composições inteiras.

Luz dura e luz difusa

Luz dura e luz difusa

Luz pode vir de um flash, pode vir do sol, de uma lanterna, de uma janela… tudo isso é luz, e tudo influencia no resultado das nossas fotos. O mais legal é que todas elas se comportam igual!

Luz vs sombra

A primeira coisa a notar é que existem luzes duras e luzes difusas. Quando falamos isso na realidade estamos falando da relação entre a luz e a sombra. Veja bem:

Luz/sombra duras

Essas são aquelas em que conseguimos distinguir bem o contorno da sombra. A transição entre sombra e luz é fácil de traçar. Um exemplo abaixo:

luz-dura

Luz/sombra difusas

Neste caso, mal vemos a diferença entre luz e sombra. Mas lembre-se que essa diferença ainda existe ou não perceberíamos o objeto como algo tridimensional. A diferença entre sombra e luz só está tão suave que fica difícil notar.

luz-difusa

Qual é melhor?

Você já deve estar adivinhando minha resposta… Nenhuma luz é melhor por si só. Cada uma deve ser usada em uma situação dependendo do resultado que você procura:

No geral usamos luzes duras para um efeito mais dramático, enquanto luzes difusas são usadas para serem discretas.

Como criar luzes duras e difusas?

Como podemos controlar a luz e deixá-la dura e difusa ao nosso bel prazer? A resposta é simples:

O que define se uma luz irá ser dura ou difusa é o tamanho aparente da fonte de luz.

Calma, é uma definição longa mas é super simples de entender: quanto maior for a fonte de luz, mais difusa será sua sombra. Quanto menor ela for, mais dura ficará a sombra.

Mas aí você me pergunta: mas todas as luzes de quem fotografa têm praticamente o mesmo tamanho! Além disso, o sol também está sempre no mesmo lugar… como conseguir variação?

O segredo está na palavra aparente! Conseguimos tantas opções porque…

  1. Podemos colocar a luz mais próxima ou mais afastada do assunto (quanto mais longe menor a luz vai parecer ser);
  2. Em comparação ao tamanho do objeto a ser fotografado a mesma luz pode parecer maior ou menor (em relação a um objeto bem pequeno um smartphone parecerá enorme);
  3. Porque podemos colocar um difusor de dois metros na frente da luz (fazendo com que ela se espalhe e um pequeno flash pareça ser daquele tamanhão – quanto maior o difusor maior vai parecer a luz!)

É por causa do aparente que a luz do sol, mesmo ele sendo enorme, é considerada uma luz bem pequena. É justamente por ele estar tão longe (dá para notar como daqui ele parece só uma lâmpada bem forte no céu, de tão pequeno, né?)

tamanho-aparente-da-luz

Por isso usamos tantos modificadores de luz como difusores, rebatedores, sombrinhas, etc. Com eles transformamos luzes que são sempre do mesmo tamanho em fontes bem mais variadas de efeitos.

A regra dos terços na fotografia

A regra dos terços na fotografia

As áreas de design, arte e fotografia têm muitas regras em comum. Talvez pela característica encontrada em todas: a percepção de estética e a nossa reação à ela.

Vou falar hoje sobre uma regra bem conhecida mas que nunca custa frisar pois é bem importante: ela é usada desde a época quando fotografias não existiam (pois é, houve uma época assim) e quem retratava em telas a realidade eram as pessoas que pintavam ou esculpiam.

Regras são feitas para serem seguidas. E quebradas

Regras nem sempre são ideias que alguém simplesmente inventou porque não tinha mais o que fazer: elas existem para que quem está vendo a foto consiga entender o que a gente quer passar com aquela imagem. O que eu quero dizer? Qual mensagem quero transmitir?

Depois que a gente aprende as regras podemos escolher quebrá-las, mas é importante fazer isso conscientemente. É preciso ter bons motivos para quebrar regras.

Regra dos terços: um resumo

Não é necessária muita explicação para entender essa regra: pegue a sua imagem e desenhe mentalmente um “jogo da velha” nela. Os pontos importantes da sua foto devem ficar em alguma das 4 convergências dessas linhas recém-desenhadas. Se existirem linhas na imagem, dê preferência em posicioná-las junto às linhas do jogo da velha. Abaixo, nos pontos vermelhos, você vê aonde enquadrar os itens preferenciais da foto:

Regra dos terços

Usando as convergências

O segredo é que cada foto tem suas características próprias e nem sempre é fácil definir o que vai nas bolinhas. O importante é que antes de tirar a foto você defina o que deve estar em evidência, e faça a composição de acordo com este item.

Vamos para alguns exemplos?

Nesta primeira foto o barco é o ponto de destaque. Por isso ele se encontra na convergência inferior esquerda: o restante da cena só complementa e dá contexto.

ISO 800, 10mm, f/3.5, 1/60por claudia regina

ISO 800, 10mm, f/3.5, 1/60

Em retratos o uso básico da regra é sempre manter os olhos no terço superior.

ISO 100, 35mm, f/1.4, 1/500segpor claudia regina

ISO 100, 35mm, f/1.4, 1/500seg

Na foto abaixo existem dois pontos de interesse mas eles se equilibram. A cachoeira tem seu início no canto superior esquerdo e a ponte ocupa a maior parte do canto inferior direito.

ISO 100, 10mm, f/22, 0.8segpor claudia regina

ISO 100, 10mm, f/22, 0.8seg

Horizontes

Às vezes, como em uma foto de paisagem, você vai se concentrar nas próprias linhas do terço – ao invés das bolinhas. É mais simples do que você imagina: não centralize o horizonte. Não centralize a árvore. Não centralize o monumento. Não centralize as linhas.

ISO 100, 12mm, f/5.0, 1/125seg

Se o céu está mais interessante, deixe ele em evidência deixando o horizonte abaixo da linha inferior, como na foto acima.

Se o céu não tem nada demais e você quer dar destaque para o que está abaixo dele, coloque a linha do horizonte posicionada no terço superior.

Quebre essa e outras regras de vez em quando

Estou frisando a regra dos terços que tem como mote a “não centralização” dos pontos de interesse na imagem, mas existem outras regras, e temos que seguir nosso coração na hora de criar a composição mais harmoniosa possível. Na foto anterior o barco está exatamente no centro do quadro, e tudo bem.

ISO 100, 10mm, f/5.0, 30segpor claudia regina

ISO 100, 10mm, f/5.0, 30seg

Esta foto deixa a regra dos terços de lado e dá espaço para a simetria. Tudo bem também. 🙂

O que é a fotografia RAW e como aprender a tirar proveito das imagens neste formato

O que é a fotografia RAW e como aprender a tirar proveito das imagens neste formato

Conheça preciosas dicas de como fotografar nesse estilo para que suas fotos fiquem com qualidade e nitidez superiores

Quem trabalha com fotografia sabe quanto vale uma foto com qualidade e nitidez. Existem vários tipos de formatos de arquivo digital para as imagens e o mais conhecido pelas pessoas é o famoso formato JPG, que é o padrão na maioria das câmeras e celulares. Além dele, existe um outro formato que vai permitir mais qualidade e controle sobre sua foto: o formato RAW. Geralmente as câmeras mais avançadas já vem com a opção desses dois tipos de formatos de fotos. 

O que é fotografia RAW?

Trata-se de um formato de imagem, que também conhecido como formato cru. A fotografia RAW é uma denominação bastante genérica de formatos de arquivos de imagens digitais que contém todos os dados da imagem tal como foi capturada pelo sensor da câmera. Fazer fotografia RAW permite ao fotógrafo a total liberdade de processar e interpretar a imagem.

Já no tradicional JPG, a imagem já sai processada e interpretada pela câmera. O que isso quer dizer? O arquivo RAW ainda não é uma foto pronta e antes de postá-la no facebook, por exemplo, você precisa revelar a foto usando um aplicativo específico no seu computador. 

Maior latitude de exposição

Imagine que você vai bater uma foto em que há partes com sol e partes com sombras. O olho humano consegue observar a parte com sombras com detalhes e as partes com sol com muito mais perfeição. Na câmera isso não acontece por causa da pequena latitude de exposição, que é a capacidade que as câmeras têm de representar com total nitidez, zonas com maior ou menor intensidade de luz, na mesma imagem.

fotografia RAW possui muito mais informação para ser trabalhada por causa da latitude maior de exposição. Nesse tipo de fotografia, você pode salvar áreas claras demais ou recuperar áreas escuras demais em suas fotos. No formato JPG, isso já não é possível, pois acontece um processo chamado de compressão com perdas, que descarta algumas informações que não são úteis para o olho humano.

No formato RAW, você pode dar a imagem aquele tratamento especial. Vai tirar fotos de paisagem em um dia claro? Coloque sua câmera no formato RAW, combinado?

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Balanço de brancos pode ser alterado facilmente

Mais uma vantagem da fotografia RAW. O balanço de brancos é o ajuste que faz com que os elementos brancos na foto sejam representados na essência real da cor branca. Quando você fotografa em RAW, fica registrado no arquivo qual foi o balanço de brancos escolhido antes de bater a foto. A vantagem é que qualquer outro pode ser escolhido depois.

Para saber se realmente funciona esse recurso, faça alguns testes antes em diferentes balanços de branco nas mesmas condições de luz. Depois importe os arquivos em RAW no seu programa de edição e coloque todos eles com o mesmo valor de balanço de branco. Eles ficarão exatamente iguais.

Se você faz fotografias em JPG, algumas dessas informações serão automaticamente descartadas e será muito mais complicado de ajustar as cores das fotos corretamente, caso você erre o balanço de brancos na hora da captura das imagens.

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Mais recursos no tratamento das imagens

Da mesma forma que você pode ajustar altas e baixas luzes e o balanço de brancos com maior perfeição, a fotografia RAW, permite usar de forma mais precisa, alguns de recursos de nitidez, redução de ruído e controle mais eficiente das cores. Se você fotografar em JPG, sua câmera já faz os ajustes de forma automática que podem ficar bons ou não.

Agora se você fotografa em RAW, todas as técnicas de edição serão correspondentes as da versão atualizada do programa instalado em seu computador. A fotografia RAW permite que o fotógrafo trate a imagem do seu estilo e a deixe na forma mais nítida possível.

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Tudo isso para deixar suas fotos com muito mais qualidade e nitidez, que são dois detalhes bastante observados pelas pessoas, principalmente por quem é expert no assunto.

Fotografia Preto e Branco – História, Técnicas e Dicas

Fotografia Preto e Branco – História, Técnicas e Dicas

Conheça algumas dicas simples e práticas sobre como tirar fotos em preto e branco e dar uma maior expressividade em seus trabalhos

Quando a fotografia surgiu oficialmente em 1826, as imagens capturadas pelas câmeras da época eram em tons de cinza. Atualmente, depois de dois séculos da descoberta, a fotografia em preto e branco está em seu auge. Mesmo com a evolução tecnológica da área, a elegância, expressividade e o charme desse tipo de fotografia prevalecem, mesmo na era digital. 

ICHS – Mariana/MG – Ailton Fernandes fotografia

Não podemos negar que, com os avanços tecnológicos, ficou muito mais fácil fazer fotografia em preto e branco. Quando for fazer esse tipo de foto, mude em sua câmera o estilo da imagem para monocromático e deixe em RAW. Quando descarregá-las em seu computador, você pode fazer a edição usando as cores. O fato de não enxergar as cores, faz o seu cérebro enxergar apenas luz e sombra, tecnicamente.

Você deve saber reconhecer os contrastes vendo tons escuros e claros. Para fazer fotografia em preto e branco, evite deixar o casal, o modelo ou objeto num tom de cores parecidos com os deles. Se o foco é mais claro, leve-o para um fundo que seja mais escuro ou vice-versa. Se for fazer ensaios na praia, procure deixar o mar ou as pedras no fundo da imagem. Ensaios fotográficos no campo podem ser mais fáceis, pois a vegetação tem cor mais escura, o que facilita o contraste.

Para que a fotografia em preto e branco fique mais nítida, procure usar a luz sempre atrás de quem fotografa. Evitar a contra-luz é um dos segredos desse tipo de fotografia. É óbvio que existem lindas fotos em preto e branco contra o sol, mas é algo mais particular ou artístico. Com a luz direta sobre o objeto a tendência é fecharmos ainda mais a abertura, melhorando a nitidez e o foco. Não se preocupe com o ISO, pelo menos nesse caso.

Você sabe que existem dois tipos de fotos: a preto e branco e a colorida. Cuidado com determinados softwares quando for fazer a edição de suas fotos, pois eles mudam tons escuros para azul, roxo, verdes (bem escuros), o que pode tornar seu trabalho um fiasco. Se você quer fazer fotografia em preto e branco, a primeira coisa que deve fazer é mudar a foto para tais cores. Depois você pode editar com calma e fazer os ajustes. Lembre-se de que em fotos em preto em branco, menos é mais. Portanto, procure fazer o realce das fotos apenas usando o contraste e a exposição.

Ouro Preto – Final de tarde – Ailton Fernandes Fotografia

Como foi dito anteriormente, deixe sempre na posição monocromático, em RAW e depois vá para seu evento, casamento ou ensaio fotográfico. Lembre-se de que a cada cena, a luz muda, o horário interfere na mudança da luz e até o movimento das pessoas interfere nisso. Fazer fotografia em preto e branco depende muito da luz e da atenção do fotógrafo. Até a temperatura pode interferir no processo e para não ter surpresas desagradáveis, deixe o WB sempre no automático.

Mulher Trabalhadora – Ailton Fernandes Fotografia

Você deve ter percebido que fazer fotografia em preto e branco exige muita atenção aos detalhes, certo? Para que seu trabalho passe toda a expressividade que deseja, a hora da edição é uma das mais importantes. Utilizando o LR, comece convertendo para preto e branco e aumente o contraste, o que destaca ainda mais o foco da fotografia. Não se esqueça de tirar os pontos excessivos de luz. Tudo deve ser na medida certa, combinado?

Ailton Fernandes – Fotografia

A regra é simples!  Toda fotografia em preto e branco deve transmitir expressividade e nunca emoção ou sensibilidade. Se a foto passa essas percepções, tire a cor. O problema é que, sem perceber, as pessoas substituem todas as sensações que cada cor remete pelo sentido real da foto. Uma lágrima, um sorriso ou um abraço, qualquer que seja o gesto, se uma foto estiver em preto e branco, ela apenas vai conduzir o olhar. Isso faz toda a diferença em um trabalho assim.

Book fotográfico – Ailton Fernandes fotografia

A morte da fotografia

A morte da fotografia 

A tecnologia sempre está provocando mudanças no nosso estilo de vida. Na história da fotografia já ocorreram várias. Uma das mais notáveis foi da saída do analógico para o digital, mas há quem diga que a morte da fotografia está chegando, será?

O que Sebastião Salgado fala sobre a morte da fotografia:

Numa entrevista, o grande fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado afirmou que a fotografia estaria morta em 20 anos. 😱😨

Vamos lá entender essa história melhor! Sebastião Salgado enfatizou o fato do que o visto hoje com a fotografia através de câmeras digitais e celulares não pode ser considerado realmente a fotografia verdadeira. Em sua visão, a fotografia impressa é a arte final do fotógrafo – já que proporciona o contato real com a obra pronta. Só teria acesso a arte de verdade quem tem contato com o material impresso.

Uma nova relação de intimidade

Não podemos negar que o que vemos em facebook e instagram também são fotografias, mas a nossa maneira de vê-las é bem diferente das impressas. O jeito que nos relacionamos com a fotografia hoje, já é bem diferente de 30 anos atrás. Naquela época, a fotografia impressa e os álbuns eram uma obrigação – não uma opção.

A parte preocupante para o fotógrafo é que todos estão começando a ter um acesso facilitado com a fotografia digital. Muita gente já anda com o celular com alta capacidade fotográfica no bolso. É bacana por ter se tornado mais acessível, nasceu uma cultura de abundância em relação a fotografia – em todo lugar tem.

Mas o que sabemos é que o valor de um momento sempre vai ser o mesmo, sempre queremos ter esses registros. Mas a forma final de entrega deles é que deve mudar. Quem sabe como a fotografia vai ser feita e entregue em algumas décadas?! A nossa maneira de se relacionar tem mudado. A tecnologia tem evoluído numa velocidade sinistra – pode parecer teoria da conspiração – mas imagina só a fotografia ser feita através do vídeo?! Já é comum removerem alguns frames de vídeo e publicarem como foto. Com as câmeras evoluindo e o vídeo também se tornando acessível, não podemos ter noção de onde tudo isso vai parar! Talvez criemos realidades virtuais do momento e a “fotografia entregue” sejam um modo de reviver o momento como um observador. 👓

As novas gerações

Quem garante que as próximas gerações vão continuar gostando de ter tudo em papel e apreciando vagarosamente os detalhes?! A nossa relação com as memórias também pode mudar e isso pode ser uma das causas da morte da fotografia do jeito que a gente conhece hoje. Nada impede o futuro de desenvolver alguma maneira que a gente nem conhece para guardar as memórias.

O que importa

Então, não apenas se avalie como um fotógrafo que é reconhecido pelo equipamento que usa. Comece a se ver como um profissional da imagem – é isso que somos. Se o modo de fotografar mudar ao longo dos anos, nós podemos nos adaptar para entregar o melhor. Mas o que temos por dentro para sermos bons contadores de histórias é o que a tecnologia não tem facilidade de mudar. Já passamos por um processo parecido com a mudança do analógico para o digital, muitos ficaram pra trás e muitos se adaptaram. Vamos ser dos que se adaptam e crescem com o mercado. o/

E agora, vocês acham que a morte da fotografia está próxima?!

Uma dica extra

É comum a gente já ter pacotes que vendam a fotografia em arquivos digitais sem incluir a impressa. Mas esse discurso todo de Sebastião Salgado pode ser uma mãozinha pra te ajudar na venda de álbuns. Que tal dar uma testada?! Afinal, a fotografia impressa tem uma certa magia ao ser vista.

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