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Como funcionam as câmeras digitais compacta e DSLR

Se você estiver acompanhando as aulas do PROJETO TRANSFORMAÇÃO, é provável que você já tenha uma noção de como funciona de uma máquina fotográfica. Porém, você sabe qual é a diferença entre o funcionamento das câmeras compactas e das DSLR, as chamadas câmeras Reflex?

Apesar de o princípio ser o mesmo (a luz precisa atravessar as lentes, o diafragma e o obturador para chegar ao sensor), os caminhos são bem diferentes. Enquanto em uma, todo o processo é analógico, na outra a maior parte é digital. Descubra mais sobre esses dois modelos de câmera!

Existe uma infinidade de modelos de máquinas fotográficas, tanto compactas quanto profissionais, e é possível que existam variações na posição dos componentes, porém, apesar disso, o caminho que a luz percorre tem diferenças bastante peculiares entre os dois tipos.

Câmeras DSLR: os diferentes caminhos da luz

Exemplo de câmera dSLR da Nikon

Fonte da imagem: Divulgação/Nikon

A principal diferença entre uma máquina digital compacta para uma profissional é a natureza analógica que é preservada pelas DSLR (sigla para digital single lens reflex), e que não existe mais nas máquinas menores ou mais modernas.

Quando você olha pelo visor analógico de uma Reflex, o que você vê é exatamente aquilo que a luz está enxergando, refletido por espelhos e um pentaprisma. Essa imagem ainda não passou pelo sensor, portanto ela é totalmente analógica.

A luz vai tocar o sensor apenas quando o botão de disparo for pressionado. Nesses casos, o espelho que refletia a imagem para o visor analógico é levantado, o obturador se abre e a luz atinge o sensor. A imagem então é processada para ser mostrada no visor LCD. Veja o infográfico criado pelo pessoa do Baixaki:

Antes do disparo

O que nós conhecemos por “lente” é, na verdade, um grupo bastante complexo de lentes de diversos tamanhos e formatos, que se combinam para formar o conjunto ótico da câmera. No meio dele se encontra o diafragma, que possui uma abertura regulável. Quando a câmera está em “repouso” (não está ocorrendo disparo), a luz passa por esse conjunto e inverte a imagem, que bate no primeiro espelho.

Ao atingir esse espelho, que deve estar em um ângulo exato de 45°, a luz é refletida para cima e passa por uma tela de foco e por uma lente, antes de chegar ao pentaprisma. Este prisma de cinco lados tem uma característica especial: ele reflete a imagem em um ângulo exato de 90° e a inverte novamente, fazendo com que você possa enxergar exatamente o que a lente está vendo, sem distorções, através do visor analógico.

Esse corte mostra os principais componentes, como o espelho e o pentaprisma

Fonte da imagem: Hanabi123

Live preview

Algumas câmeras DSLR oferecem uma prévia da imagem antes de bater a fotografia, já no LCD. Isso é bom, pois você pode ver como a foto vai ficar, ou mesmo fazer ajustes sem precisar olhar no visor analógico. Este tipo de função é ótima em situações nas quais a câmera está em uma posição que dificulta o acesso do rosto do fotógrafo a ela.

Existem muitas limitações, no entanto, e não é a mesma coisa do que olhar pelo visor pequeno. A maior parte das câmeras que oferece essa funcionalidade não permite que o foco seja alterado no momento do live preview, e algumas limitam o tempo que você pode visualizar essa prévia.

Algumas câmeras possuem visualização prévia no visor, porém é um recurso limitado

Fonte da imagem: Bill Bertram

O momento da fotografia

Todo o processo, tanto a visualização analógica quando o live preview, acontece apenas quando não está ocorrendo disparo e serve para que o fotógrafo possa ver o que a lente está “enxergando”. Não é possível ver, neste momento, alterações no balanço de branco, velocidade do disparo, abertura e outras configurações, pois elas serão aplicadas apenas quando a câmera estiver, de fato, fotografando.

Quando o botão de disparo é acionado, o espelho que refletia a imagem para o visor analógico é erguido para que a luz consiga passar e chegue até ao obturador. Esse é o grande motivo pelo qual o visor pequeno não mostra a imagem no momento do disparo, simplesmente porque a passagem de luz no pentaprisma foi bloqueada.

O obturador então se abre, expondo o sensor brevemente para que a luz possa tocá-lo. O sensor envia a imagem ao seu processador, no qual ela é “preparada”, unindo as informações captadas. Ela é, então, invertida novamente e mostrada no visor LCD, já com as alterações feitas pelas diversas configurações da câmera.

Câmeras compactas: um caminho direto

Câmeras compactas existem em diferentes tamanhos e cores

Fonte da imagem: Divulgação/Canon

Todo o processo de captação das câmeras Reflex se parece muito com a fotografia analógica, com o sensor se comportando como o filme. De fato, uma das únicas alterações no funcionamento de uma dSLR e uma câmera analógica SLR é a troca do filme fotográfico pelo sensor. Nas compactas, o processo é bem diferente, e primordialmente digital.

Uma das maiores diferenças é a quantidade de modelos de câmera que existem no mercado. Por mais que existam diversas marcas que fabriquem máquinas fotográficas profissionais, os formatos são sempre parecidos. Isso por que a construção delas é bem semelhante. Já para as compactas, isso não é verdade.

A construção de duas câmeras compactas pode ser completamente diferente para cada uma delas, e muitas vezes os componentes mudam de lugar. Enquanto em algumas, o obturador está antes da lente, em outras ele pode ser achado na parte interna. Essencialmente, porém, o processo é o mesmo para todas. Acompanhe no infográfico:

Sensor sempre exposto

Neste tipo de câmera, não existem espelhos, pentaprismas ou visores analógicos. Sim, é possível que alguns modelos tragam um visor pequeno parecido com o das dSLR, mas não se engane, é apenas uma telinha digital. Ela serve para ajudar, por exemplo, em ambientes com claridade excessiva, nos quais o visor LCD se torna de difícil visualização.

Outra diferença é que o visor, nas câmeras compactas, está sempre exposto à luz. O motivo maior disso é que, nas DSLR ele precisa ficar protegido, pois o corpo dessas máquinas pode ser aberto para a troca de lentes e se fosse exposto (como acontece nas micro 3/4), seria danificado facilmente. Nas compactas não há este perigo, pois seu corpo é sempre fechado.

O sensor das câmeras compactas é bem pequeno

Fonte da imagem: Feudiable

O caminho único da luz

Ao atravessar o obturador e entrar na lente (a posição do obturador é variável), a luz passa pelo diafragma, que tem a abertura controlável, atinge diretamente o sensor e é mostrada no display em tempo real. Essa imagem não é o que a lente está “enxergando”, e sim um produto do processamento feito pelo sensor, que já tem condições de fazer alterações de balanço de branco, ISO, entre outras, antes mesmo da fotografia ser batida.

No momento do disparo, o obturador se fecha, o sensor é preparado para gravar a imagem que irá atingi-lo e a abertura do diafragma é regulada de acordo com as configurações manuais (se um ajuste do tipo tiver sido feito) ou automáticas. O obturador então se abre e a fotografia é batida. Logo em seguida, ele se fecha novamente até a imagem ser processada e mostrada no visor. Tudo isso acontece muito rápido, geralmente em frações de segundo.

O tamanho importa?

Uma das maiores diferenças entre câmeras compactas e profissionais é o tamanho do sensor, que tem relação direta com a qualidade das imagens. Em uma regra geral, quanto maior for este componente, melhor a fotografia será. Veja esta tabela (em inglês) com alguns dos diferentes tamanhos:

Tabela mostrando diferentes formatos e tamanhos de sensores

Fonte da imagem: Reprodução

Na tabela, as câmeras compactas são representadas pelos quatro menores tamanhos, enquanto os outros retângulos representam as máquinas semiprofissionais (como as micro 3/4) ou dSLR. Note que, além do tamanho, ao formato também é váriável, sendo alguns mais quadrados e outros mais retangulares.

É claro que existem exceções. Algumas câmeras de celulares possuem um sensor pequeno e conseguem tirar fotografias impressionantes, porém elas são a minoria, e geralmente fazem o aparelho custar mais caro.

Em câmeras compactas o sensor não pode ser muito grande, por causa do seu tamanho reduzido e da quantidade de componentes que precisam caber em um corpo pequeno. Já as profissionais possuem sensores bem maiores, que conseguem captar mais pontos de luz real para transformar em imagem.

Sensor de imagem de uma câmera profissional da Canon

Fonte da imagem: Divulgação/Canon

Muitas vezes, o número de megapixels que uma câmera pode alcançar não quer dizer que ela terá mais qualidade de imagem. É mais importante prestar atenção no tamanho do sensor e na sua construção, já que é ele quem vai, de fato, criar a imagem fotográfica que você deseja.

Vale a pena comprar uma dSLR?

A qualidade das dSLR ou a versatilidade e o preço das compactas?

Fonte das imagens: Divulgação/Canon e Sony

Existem vantagens e desvantagens em se possuir uma câmera profissional Reflex, e nem sempre vale a pena investir dinheiro nisso. Muitas pessoas que compram máquinas fotográficas dSLR acabam não aproveitando todos os seus recursos, e poderiam conseguir melhores resultados usando uma semiprofissional ou uma compacta.

Primeiramente, vale ressaltar que o equipamento não é o principal responsável pelo resultado final da fotografia. Essa responsabilidade é do fotógrafo, que deve escolher um bom ângulo, uma iluminação adequada, entre outros ajustes, e ser capaz de trabalhar com o que se tem em mãos.

É claro que, em termos de qualidade de imagem e possibilidades de ajustes, uma dSLR é bem melhor do que uma compacta. Porém, existem desvantagens, e é preciso ponderar bem antes de comprar qualquer equipamento. Se você está disposto a lidar com os pontos negativos, então sim, vale a pena comprar uma dSLR.

Uma das maiores desvantagens deste tipo de câmera é o preço, que pode ser bem alto dependendo do modelo. Além disso, as lentes são muito caras, e se você pretende explorar todos os tipos de paisagens e ambientes, vai precisar de pelo menos 3 delas: uma grande angular para paisagens amplas, uma normal fixa para o dia a dia e uma teleobjetiva para alcançar grandes distâncias.

Lentes são equipamentos obrigatórios, porém muito caros.

Fonte da imagem: Divulgação/Nikon

Outro ponto negativo é o tamanho e o peso, que tornam essas máquinas equipamentos nada práticos. As menores dSLR podem ser do mesmo tamanho, ou até maiores do que as maiores compactas. Para carregar na bolsa, por exemplo, pode ser melhor uma compacta que perde um pouco em qualidade do que uma profissional que rouba todo o espaço e é superpesada.

Por último, é bom ressaltar que fotografar com uma DSLR é um pouco mais difícil do que com uma compacta ou semiprofissional, já que os ajustes são feitos “no escuro” e você precisa ter um domínio maior das configurações, já que não adianta ter um equipamento caríssimo e fotografar apenas no modo automático. Nada, porém, que seja impossível de se fazer!

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