regra dos terços

A regra dos terços na fotografia

A regra dos terços na fotografia

As áreas de design, arte e fotografia têm muitas regras em comum. Talvez pela característica encontrada em todas: a percepção de estética e a nossa reação à ela.

Vou falar hoje sobre uma regra bem conhecida mas que nunca custa frisar pois é bem importante: ela é usada desde a época quando fotografias não existiam (pois é, houve uma época assim) e quem retratava em telas a realidade eram as pessoas que pintavam ou esculpiam.

Regras são feitas para serem seguidas. E quebradas

Regras nem sempre são ideias que alguém simplesmente inventou porque não tinha mais o que fazer: elas existem para que quem está vendo a foto consiga entender o que a gente quer passar com aquela imagem. O que eu quero dizer? Qual mensagem quero transmitir?

Depois que a gente aprende as regras podemos escolher quebrá-las, mas é importante fazer isso conscientemente. É preciso ter bons motivos para quebrar regras.

Regra dos terços: um resumo

Não é necessária muita explicação para entender essa regra: pegue a sua imagem e desenhe mentalmente um “jogo da velha” nela. Os pontos importantes da sua foto devem ficar em alguma das 4 convergências dessas linhas recém-desenhadas. Se existirem linhas na imagem, dê preferência em posicioná-las junto às linhas do jogo da velha. Abaixo, nos pontos vermelhos, você vê aonde enquadrar os itens preferenciais da foto:

Regra dos terços

Usando as convergências

O segredo é que cada foto tem suas características próprias e nem sempre é fácil definir o que vai nas bolinhas. O importante é que antes de tirar a foto você defina o que deve estar em evidência, e faça a composição de acordo com este item.

Vamos para alguns exemplos?

Nesta primeira foto o barco é o ponto de destaque. Por isso ele se encontra na convergência inferior esquerda: o restante da cena só complementa e dá contexto.

ISO 800, 10mm, f/3.5, 1/60por claudia regina

ISO 800, 10mm, f/3.5, 1/60

Em retratos o uso básico da regra é sempre manter os olhos no terço superior.

ISO 100, 35mm, f/1.4, 1/500segpor claudia regina

ISO 100, 35mm, f/1.4, 1/500seg

Na foto abaixo existem dois pontos de interesse mas eles se equilibram. A cachoeira tem seu início no canto superior esquerdo e a ponte ocupa a maior parte do canto inferior direito.

ISO 100, 10mm, f/22, 0.8segpor claudia regina

ISO 100, 10mm, f/22, 0.8seg

Horizontes

Às vezes, como em uma foto de paisagem, você vai se concentrar nas próprias linhas do terço – ao invés das bolinhas. É mais simples do que você imagina: não centralize o horizonte. Não centralize a árvore. Não centralize o monumento. Não centralize as linhas.

ISO 100, 12mm, f/5.0, 1/125seg

Se o céu está mais interessante, deixe ele em evidência deixando o horizonte abaixo da linha inferior, como na foto acima.

Se o céu não tem nada demais e você quer dar destaque para o que está abaixo dele, coloque a linha do horizonte posicionada no terço superior.

Quebre essa e outras regras de vez em quando

Estou frisando a regra dos terços que tem como mote a “não centralização” dos pontos de interesse na imagem, mas existem outras regras, e temos que seguir nosso coração na hora de criar a composição mais harmoniosa possível. Na foto anterior o barco está exatamente no centro do quadro, e tudo bem.

ISO 100, 10mm, f/5.0, 30segpor claudia regina

ISO 100, 10mm, f/5.0, 30seg

Esta foto deixa a regra dos terços de lado e dá espaço para a simetria. Tudo bem também. 🙂

Enquadramento e a composição da fotografia

Enquadramento e a composição da fotografia

Como agora as câmeras fotográficas estão mais acessíveis e até já viraram acessórios em smartphones e tablets, nunca antes na história deste país se produziu tantas imagens. São bilhões de imagens produzidas diariamente e distribuídas pela web e pelas redes sociais numa velocidade imediata!

Mas, existe um problema, uma grande porcentagem destas imagens, são ruins, muito mal compostas e mal enquadradas! Então vamos conhecer um pouco mais sobre enquadramento fotográfico!

A Composição do Quadro:

Compor uma cena, implica num conjunto de fatores que exerce uma grande influência na originalidade do quadro. E, esses fatores são:  Harmonia das linhas, As Formas, As Superfícies,  As Cores, As Tonalidades,  A Iluminação entre outros. Falaremos deles posteriormente.

A composição  confere  originalidade, estilo e qualidade nas produções cinematográficas, fotográficas etc. Existem regras que nos auxiliam no enquadramento fotográfico do quadro ou de uma cena.

– Proporção Aurea

Espiral de Fibonacci

Espiral de Fibonacci

A mais de 2.000 anos atrás, diversos pensadores ocuparam-se com a chamada “Proporção Áurea”,também chamada “divina proporção“.
– A proporção entre 2 quantidades, de forma que a relação entre uma e outra seja:

Proporção aurea

Proporção aurea

a  /  b  =  1,618…

No ano de 1.202 o matemático italiano Fibonacci propôs uma sequência de números (1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, …) onde um determinado número é a soma dos dois anteriores, e a divisão entre esses números aproxima-se sempre de 1,618 –  o número da proporção áurea

Mona Lisa

Mona Lisa – Leonardo da Vinci

Nas artes, arquitetura e pintura, diversos artistas ao longo dos séculos tentaram aproximar algumas dimensões de seus trabalhos a essa proporção, julgando que ela traria um resultado estético agradável. Fazendo-se uma representação gráfica através de uma curva em espiral através de retângulos repartidos sempre na proporção 1,618. Cada retângulo é 1,618 menor do que o outro. Essa curva aparece em alguns elementos da natureza

Por este motivo fotógrafos amadores e profissionais tem imaginado arranjos estéticos onde o motivo principal situe-se bem próximo do ponto central dessa espiral:

É possível ter em outras imagens o motivo também no canto direito, ou ainda nos cantos inferiores o que leva à determinação de 4 pontos ao invés de um único:

Escada em espiral - Ailton Fernandes

Escada em espiral – Ailton Fernandes

Espiral de Ouro

Espiral de Ouro

Existe no entanto um método prático alternativo, que, se não coloca os pontos na mesma posição que os das espirais da proporção áurea, coloca-os muito próximo deles:

Regra dos terços

Regra dos terços

Na prática as diferenças entre um e outro podem ser desconsideradas. O resultado será da mesma forma esteticamente agradável. Este método alternativo denomina-se regra dos terços!

Imagem: Henri Cartier-Bresson

Imagem: Henri Cartier-Bresson

  • A Regra dos Terços

Para seguir a regra dos terços ou regra dos três terços  deve-se imaginar o viewfinder, LCD ou monitor dividido com 2 linhas verticais e 2 linhas horizontais, igualmente espaçadas, como em um “jogo da velha”:

Regra dos terços

Regra dos terços

Os antigos gregos ao projetar os seus edifícios, imaginaram um conjunto de regras a qual chamaram de:
   “Proporção Áurea” , também conhecida como
   “Regra dos Terços”, “Regra de Três” ou
   “Regra dos Três Terços”.

O centro de qualquer imagem não é um ponto satisfatório de repouso para o olhar. O olho prefere ir da esquerda para a direita ou da direita para esquerda dependendo da cultura, quando se observa uma cena, graças à maneira como aprendemos a ler. Um tema colocado no centro do quadro, por outro lado, produzirá uma imagem tola e pouco memorável. Linhas como essas levam para dentro da imagem e criam uma sensação de profundidade. É preciso dar aos “assuntos” espaço para o olhar e os movimentos; eles devem ser  posicionados de um lado do quadro, de forma que haja  espaço para eles olharem ou se movimentarem ali. Esta é a chave do enquadramento fotográfico.

Imagem: Internet

Imagem: Internet

Abração a todos!

E até o próximo post!!!!