Entre montanhas, ruas de pedra, casarões e horizontes que parecem mudar a cada instante, igrejas e capelas atravessam séculos como marcos da paisagem e da memória mineira.
Em Entre Pedras e Céus, Ailton Fernandes dirige o olhar não apenas para a arquitetura desses templos, mas para a relação que eles estabelecem com tudo aquilo que os cerca: a luz que percorre uma fachada ao entardecer, a igreja que surge entre os telhados, a torre recortada contra a montanha, a pedra marcada pelo tempo e o céu que transforma continuamente a paisagem.
Fotografadas sob diferentes condições de luz, cores e atmosferas, essas construções deixam de ser apenas monumentos históricos. Tornam-se presenças.
Algumas se impõem sobre a cidade. Outras parecem escondidas entre árvores, ladeiras e casas. À noite, iluminadas, assumem outra personalidade. Sob nuvens carregadas ou no silêncio do preto e branco, revelam uma Minas mais introspectiva.
Entre Pedras e Céus nasce desse encontro entre patrimônio, paisagem, fé e fotografia — e do desejo de registrar não apenas aquilo que permanece, mas também aquilo que muda a cada instante diante dessas construções: a luz, o céu e o nosso próprio olhar.